









O Viaduto do Chá é um lugar que passo muito.
E só passo e até mesmo apressado.
Aliás, é passagem de muitos.
Quando comecei a fotografar, descobri como destacar as pessoas que passavam em minha frente.
O fluxo de multidão ia parando meu olhar nos tipos, que no Chá são diversos.
Mais de 143.000 passantes por dia.
Mas quando algo pára em nosso olhar aparece o diferente.
É o que daquele meio é único.
Almas que afloram na desvairada paulicéia: trabalhadores, autônomos, ambulantes ou pedestres.
Uma coleção de anônimos.
Mas quando há fotografia não existe anônimos.
E aqui são retratos que eu fiz e sei bem quem retratei.
Aprendi a fazer isso. A descolar passantes daquela multidão.